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Última revisão: 21 de março, ano 2007

A EUCARISTIA NA VIDA DA IGREJA

 

Encíclica Ecclesia Eucharistia (João Paulo II)

 

A Eucaristia é o centro da vida da igreja. Em sua mais recente Encíclica, “Ecclesia de Eucharistia” (A Igreja vive da eucaristia) o Santo Padre João Paulo II reafirma, a partir da identificação da Eucaristia com “o próprio núcleo do mistério da Igreja” (E dE 1). Já, antes, o Concilio Vaticano II afirmara que o Sacrifício Eucarístico é “fonte e centro de toda vida cristã”.

A Eucaristia é o sacramento da comunhão e da unidade é a da Igreja e na Igreja. Tal comunhão se fundamente sobre a completa comunhão dos vínculos pela profissão de fé, pelos sacramentos e pelo governo eclesiástico: não é possível concelebrar a mesma liturgia eucarística até que seja restabelecida a integridade de tais vínculos. O caminho da união deve se fazer na verdade da fé. O Santo Padre, porém acrescenta que o desejo ardente de celebrar junto a Eucaristia já se torna um louvor à comunhão e uma súplica ao Senhor.

 A Eucaristia é antes de tudo o grande mistério da fé (cap. I da Encíclica), o dom por excelência de Jesus que se oferece a si mesmo pela nossa salvação. Celebrando a Eucaristia evento salvífico da morte e ressurreição de Jesus se torna realmente presente e operante: este sacrifício é de tal forma decisiva para a salvação do gênero humano que Jesus Cristo realizou e voltou para o Pai, somente depois de nos ter deixado o meio para participarmos e gozarmos dos frutos salvífico. A Eucaristia é pão vivo que dá força e vigor cotidiano.

 A Eucaristia edifica a Igreja. A incorporação a Cristo, realizada no Batismo, se consolida na Eucaristia.Podemos dizer: Afirma o Santo Padre, que cada um de nós não somente recebemos Cristo, mas que também Cristo recebe a cada um de nós. A Eucaristia tem uma eficácia unificante. Participando da Eucaristia os fiéis se torna um só corpo, no momento em que todos participam do único pão, como diz São Paulo (I Cor). O Santo Padre ressalta ainda o culto eucarístico fora da Missa, como a exposição do Santíssimo Sacramento e com os momentos de adoração ou visitas freqüentes a Jesus eucarístico. A propósito quero recordar um episódio da vida de Edith Stein. Um dos elementos que a levaram a conversão ao catolicismo, foi exatamente à experiência das visitas a Jesus eucarístico feitas pelos fiéis nas igrejas católicas da Alemanha: compreendi que os católicos iam fazer uma visita a um Vivente, a Jesus fiel, amigo e redentor. Devemos Ressaltar também a relação entre a Eucaristia e o Sacramento da Penitência. A reconciliação é o caminho obrigatório para se chegar à plena e válida participação do sacrifício.

Exatamente no último, o capítulo sexto (Encíclica Ecclesia Eucharistia) intitulado inclusive: a escola de Maria, mulher eucarística.No ano do Rosário não poderia faltar um referimento a Mãe do Senhor, primeiro templo vivente de Jesus na História.

O Santo Padre ressalta a experiência de Maria depois da ressurreição, em que receber a Eucaristia significava para ela quase como o acolhimento de Jesus no seu ventre, aquele coração que tinha batido no mesmo som com o seu.Maria, mulher eucarística é também a mulher do Magnificat, onde ela canta céus novos e terra nova, que na Eucaristia encontram a sua antecipação e o seu desígnio. Se o Magnificat exprime a espiritualidade eucarística de Maria, então a Eucaristia nos é dada para que a nossa vida seja toda um Magnificat.

Eduardo Rocha Quintella

Fraternidade S.J Da Cruz - O.C.D.S. – B.H.

Adorador Noturno da Catedral Nossa Senhora Da Boa Viagem

E–mail: eduardoquintella@terra.com.br 

Tel: (oxx31) 3484 – 8507

Belo Horizonte M.G.

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