Todos nós queremos…

Paz.

O conceito “Paz” é muito rico na Bíblia, ter paz é ser completo, inteiro; é gozar de prosperidade material e espiritual; é manter boas relações entre pessoas, famílias e povos. É Fruto do Espírito Santo. Paz é o oposto de tudo quanto perturba a prosperidade e as boas relações.

Podemos dizer que a Paz é a causa pela qual todos nós “lutamos”, é um clamor comum em todas as partes do mundo, por ser um dos bens mais escassos hoje, em todas as partes da humanidade. Nem a paz da alma, nem paz da consciência, é conquistada ou “adquirida” com bens materiais ou com alguma facilidade, a paz não pode ser querida diretamente.

A paz não é um bem que existe em si mesmo, ela resulta sempre de outros bens que devem ser anteriores à paz, se queremos a paz devemos cuidar de viver e de realizar os valores que têm como conseqüência a… paz. Paz do céu! Sem isso caímos em profunda ilusão, é a paz do mundo, segundo Jesus Cristo, fruto de acertos entre os poderosos, paz ilusória da droga, do consumismo fácil de bens materiais, de entretenimentos do espetáculo do mundo organizado pela máquina do prazer sensorial ou sexual dos meios de comunicação e de diversão.

A paz que Jesus Cristo nos quer dar se baseia em:

Primeiro lugar na justiça. A justiça é o amor mínimo que devemos ao outro sem o qual nossa relação deixa de ser humana e passa a ser de dominação e opressão.

Em segundo lugar é o que supera a justiça, o amor e a amizade para com todos com os quais nos relacionamos, amor e amizade supõem a capacidade de confiança, de acolhida do diferente de nós mesmos e de entrega sem segundas intenções ao outro.

Em terceiro lugar, a paz é fruto do perdão; perdoar é a capacidade de auto-superação; é não permitir que o “não!” prevaleça sobre “sim!” e que o ódio tenha a última palavra.

Se tentarmos sempre de novo, viver a justiça, o amor e o perdão no plano pessoal e coletivo, então como fruto bom, “A Paz!”, aquela que subsiste no meio de todo tipo de perturbações e intimidações.

Na primeira aparição após a Ressurreição, ainda na ausência de Tomé, aconteceu na tarde do primeiro dia da semana, dia da nova Páscoa (podemos dizer… o primeiro domingo do novo mundo), Jesus Cristo se apresenta com a saudação “A paz esteja convosco”.

Em seu discurso de despedida, ele já havia dito: “deixo-vos a paz” (Jo 14,27). Estas palavras de modo algum se referem a um mero pacifismo, Paz é a salvação que a misericórdia de Deus trouxe ao mundo por meio de Jesus Cristo: “A paz de Deus, que supera todos os conceitos, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus” (Fl 4,7).

A paz de Jesus Cristo é simultaneamente a paz dos homens com Deus e a paz dos homens entre si, trata-se, portanto, de uma paz ativa e não somente daquela que consiste na ausência de guerra e de conflitos, é uma paz resultante da boa-vontade dos homens e mulheres de Deus, da fraternidade, da iniciativa sob a unção do Espírito Santo de Deus.

O Cristo Ressuscitado não é um fantasma, mas uma pessoa realmente viva, a mensagem cristã é uma espiritualidade que leva em conta também a pessoa humana, não se trata de um espiritualismo desencarnado.

A mensagem de Jesus Cristo é de paz, numa sociedade que deseja a paz, mas não sabe procurá-la, onde se encontra, e, muitas vezes, se serve da violência. É importante crer que só em Jesus Cristo se encontra a verdadeira paz, fruto do seu mistério pascal.

Definitivamente, de uma coisa podemos ter certeza: sozinhos nós não somos nada e nem somos ninguém, Jesus Cristo sabe o que somos e quem somos, por isso, nos fala: “Mas o Paráclito (o consolador) o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas”.

Tenhamos certeza, que só este Amor Verdadeiro é que nos dá a Verdadeira Paz.

PALAVRA DE VIDA

Junho de 2007

Fabiano Câmara Bensi

Paróquia São José Operário - Mambucaba

 Angra dos Reis - Diocese de Itaguaí - RJ.